De tanto falarem, morreu Amy Winehouse. O motivo ainda não se sabe (talvez nunca), mas fica a impressão que ela morreu porque não aguentava mais as especulações de quando afinal isso ia acontecer. No fundo, ninguém queria que ela morresse de verdade. Era tudo brincadeira Amy! E a cada escândalo de crack, capote no palco, a cada murro em um fã, cada cafungada de pó, cada internação, a gente ria, e ela também. Amy Winehouse era amada/adorada/idolatrada por motivos além dos musicais. Ela era o extremo e exagerado alter ego de muitos. Todos querem ser porra louca como ela, mas ninguém quer morrer. Amy morreu por nós. Veja bem, não faço apologia ao estilo de vida que ela escolheu. Só acredito que precisamos (urgente!) exceder os limites, quebrar as regras, botar pra foder, perder o medo, ter atitude, praticar a verdade e, mais vezes na vida: dizer não, não, não. Façamos isso o quanto antes, porque assim como a Amy, o atum, a sua horta de manjericão, a Amazonia, a água potável, a bateria do seu iPod, seu estoque de camisinha, o fundo da conta bancária, a paciência com o seu cachorro, a tinta da sua canetinha, um dia, inevitavelmente, vai chegar ao fim. É triste o fato.
2 dias atrás
2 - comentaram:
A culpa também é minha por esperar um CD que no fim das contas nunca chegará.
Fique em paz, Amy!
Deus te guarde.
Gostava mais de "Amy morreu por nós". Nos banalizamos, pequeno grande gênio.
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